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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

INTRODUÇÃO
 
         A complexidade do corpo humano e a particularização das células e dos tecidos requerem um sistema de comunicação interna que integra processos, de modo que várias partes do organismo possam funcionar como um todo, na satisfação das necessidades. Dois sistemas que funcionam em conjunto para coordenar os processos orgânicos, de maneira a poder dar resposta, adequada, a alterações ambientais: o Sistema Endócrino e o Sistema Nervoso.
        O Sistema Endócrino é formado pela pituitária anterior e posterior, tiróide, para-tiróide, córtex supra-renal, pâncreas, gónadas, glândula pineal e timo. Há ainda células especializadas, localizadas em várias partes do trato gastrointestinal. O Sistema Endócrino é ainda responsável pela síntese e libertação de hormonas, as quais são substâncias químicas segregadas pelos líquidos orgânicos, mas principalmente para o sangue que apesar de ser uma via mais lenta, o seu efeito é mais duradouro do que o estímulo nervoso. As hormonas apenas actuam em células ou tecidos que tenham receptores para essa hormona, designando-se, então, célula ou tecido alvo. A sua libertação será desencadeada por uma alteração na concentração de alguma substância nos líquidos corporais, tendo um efeito correctivo eliminando o estímulo e reduzindo a secreção, feedback negativo.
         As hormonas segregadas por estas glândulas endócrinas, são vitais para as mais importantes transações de vida do organismo, incluindo diferenciação, reprodução, crescimento e desenvolvimento, adaptação, envelhecimento e velhice.
         Embriológicamente o Sistema Nervoso divide-se inicialmente em protencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Posteriormente, o protencéfalo divide-se em telencéfalo e diencéfalo, o mesencéfalo não sofre divisões e o rombencéfalo divide-se em metencéfalo e mielencéfalo.
         Um dos mais importantes centros coordenadores das funções cerebrais chama-se diencéfalo. Este subdivide-se em tálamo, epitálamo, subtálamo e hipotálamo.
         Do tamanho de uma uva, cerca de 1% da massa cerebral, o hipotálamo coordena muitas actividades, regula funções vitais que variam com os estados emocionais, como por exemplo a temperatura, os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea, a sensação da sede e de fome, etc. o hipotálamo controla também todo o sistema endócrino (ajustamentos endócrinos em situações de emergência) através de uma glândula controlada por ele – a hipófise.
         O hipotálamo é um dos grandes responsáveis pelo equilíbrio orgânico interno (a homeostasia).
 
 
LOCALIZAÇÃO DO HIPOTÁLAMO
         O hipotálamo, que é parte integrante do diencéfalo, é formado por inúmeros núcleos mal definidos.
         O hipotálamo constitui a parte inferior das paredes laterais e a base do terceiro ventrículo, é limitado anteriormente pelo quiasma óptico e dorsalmente pelo sulco hipotalâmico e pelo tálamo, constituindo, a cápsula interna, os núcleos subtalâmicos e o pedúnculo da base, os limites laterais. Na sua superfície inferior, o hipotálamo é contínuo com o infundíbulo (haste pituitária)
 
 
ESTRUTURA DO HIPOTÁLAMO 
Através de três planos frontais, o Hipotálamo è dividido em supra-óptico, tuberal e mamilar.
 
Hipotálamo Supra-óptico 
Constituído pelo quiasma óptico e por toda a área acima dele nas paredes do III ventrículo até ao sulco do hipotálamo.
 
Esta região contem os seguintes núcleos:
 
¤Núcleo paraventricular: encontra-se abaixo do epêndima do III ventrículo;
¤Núcleo supra-optico: cujas células cavalgam o tracto óptico;
¤Núcleo do hipotálamo anterior: substância cinzenta menos diferenciada;
¤Núcleo supraquiasmático: formado por um grupo de pequenas células redondas, imediatamente dorsais ao quiasma óptico e próximo à parte ventral do III ventrículo.
 
 
Hipotálamo Tuberal 
Constituído pelo túber cinéreo e por toda a área situada acima dele, nas paredes do III ventrículo até ao sulco do Hipotálamo.
Nesta região podemos encontrar os seguintes núcleos:
¤ Núcleo ventro-medial: rodeado por uma zona pobre em células;
¤ Núcleo dorso-medial: agregado de células menos distintas que limitam o III ventrículo;
¤ Núcleo do Hipotálamo posterior: situado na parte caudal da região tuberal;
¤ Núcleo arqueado ou infundibular.
 
Hipotálamo Mamilar 
Constituído pelos corpos mamilares, juntamente com os seus núcleos e pelas áreas da parede do III ventrículo que se encontram acima deste até ao sulco do Hipotálamo.
 
Esta região apresenta os seguintes núcleos:
¤Núcleo mamilar medial;
¤Núcleo mamilar intermédio;
¤Núcleo mamilar lateral: apresenta uma condensação de células a partir do núcleo do hipotálamo posterior;
¤Núcleo posterior.
 
Através de um plano que passa pela coluna anterior do fórnix, o Hipotálamo pode ser dividido em áreas do Hipotálamo medial e lateral.
 
Área do hipotálamo lateral 
Encontra-se limitada medialmente pelo trato mamilo talâmico e pela coluna anterior do fórnix; a borda medial da cápsula interna e a região subtalâmica formam o seu limite lateral.
 
Área do Hipotálamo medial 
Situa-se entre o fórnix e o III ventrículo, sendo rica em substância cinzenta e pobre em fibras. 
 
 
CONEXÕES HIPOTALÂMICAS 
O hipotálamo possui conexões muito amplas e complexas, que podem ser ou por meio de feixes difusos e de difícil identificação, ou através de fibras que se reúnem em feixes bem definidos.
 
 
Conexões Aferentes 
      Conforme a sua origem, podem ser divididos em límbicos, talâmicos, dos gânglios da base, corticais, da decussação supra-óptica.
As conexões aferentes chegam ao hipotálamo por duas vias principais: pelo pedúnculo mamilar e pelo componente ascendente do feixe dorsal longitudinal.
      As fibras que passam pelo pedúnculo mamilar têm origem em núcleos situados na região medial do mesencéfalo, conhecidos como núcleos de Gudden (núcleos tegmentares ventral e dorsal). Parte dessas fibras ascendem pelo feixe retroflexo (ou feixe de Meynert).
      As que passam pelo componente ascendente do feixe dorsal longitudinal, representam a continuação da substância cinzenta periaqueductal; tal como, lançou-se no tecido periventricular hipotalâmico medial: áreas hipotalâmicas anteriores e núcleos mamilares.
      As fibras que ascendem pelo pedúnculo mamilar projectam-se principalmente para os núcleos mamilares; um número determinado, passam para o feixe medial do prosencéfalo e podem atingir todas as regiões hipotalâmicas.
      As fibras aferentes de origem reticular têm origem no tegumento medial, passando pelo feixe habênulo – peduncular e estria medular, terminando na região pré – óptica; um outro pequeno grupo tem origem na região subtalâmica dirigindo-se para a área hipotalâmica lateral. Podemos ainda encontrar um grupo de fibras com origem na formação reticular mesencefálica, passando pelo núcleo dorso – medial e região talâmica paramediana, terminando difusamente no hipotálamo.
      Os aferentes límbicos representam os mais conspícuos aferentes hipotalâmicos. Chegam ao hipotálamo por três vias: fórnix, aferentes amigdalianas e feixe medial do prosencéfalo.
      O fórnix converge por dois feixes: fórnix pré - comissural e pós – comissural, para os núcleos da região septal. Ao chegarem ao corpo mamilar, cerca de 50% das fibras da coluna do fórnix passam para um núcleo anterior e núcleos intralaminares e da linha média do tálamo.
Da amígdala partem duas vias que atingem o hipotálamo. A primeira é representada pela estria terminal, fibras que terminam ao longo de todo o território nuclear da região hipotalâmica medial e da região pré – óptica, com origem na metade posterior da amígdala (núcleos córtico – mediais). A segunda é a via amígdalo – fuga ventral cujas fibras têm origem nos núcleos amigdalianos basais e laterais. Essas fibras atingem todo o hipotálamo por meio de colaterais que atravessam o hipotálamo lateral.
      O feixe medial do prosencéfalo é a principal via de conexões longitudinais do hipotálamo. È um sistema bidirecional, formado por fibras ascendentes, conectoras das estruturas inferiores (reticular mesencefálica) e fibras descendentes, conectoras das estruturas superiores (territórios médio-basais do telencéfalo) com o hipotálamo.
 As fibras descendentes têm origem no núcleo olfativo anterior, tubérculo olfativo, área septal, parte basal do núcleo caudado e do lobo periforme e, por meio da coluna de fórnix, de origem no córtex orbito – frontal. Todas as fibras descendentes do feixe medial do prosencéfalo terminam na área hipotalâmica lateral.
      Os aferentes talâmicos chegam ao hipotálamo por duas vias: pelo pedúnculo talâmico inferior e pelo sistema tálamo – hipotalâmico periventricular. O pedúnculo talâmico inferior é parte da ansa peduncular, sistema heterogéneo que se estende desde a região talâmica medial (núcleo talâmico medial e núcleos talâmico medial e núcleos intralaminares anteriores) até à região pré – óptica e hipotalâmica lateral.
O sistema tálamo – hipotalâmico periventricular constitui um grupo difuso de fibras, que passam de cima para baixo, do tálamo para o hipotálamo, misturando-se com o sistema periventricular hipotalâmico. A sua origem mais provável é no núcleo talâmico medial ou na linha média talâmica.
      As conexões aferentes dos gânglios de base são de dois tipos: fibras caudo-hipotalâmicas e feixe pálido – hipotalâmico. Os aferentes corticais têm origem no cortéx granular frontal, encaminhando-se para a região hipotalâmica lateral, área hipotalâmica medial e nucleohipotalâmico posterior.
      A decussação supra-óptica representa o sistema aferente. Terminam no hipotálamo e nas áreas pré-ópticas, sendo a sua origem ainda uma dúvida e objecto de muitas discussões.
  
 
Conexões eferentes 
      Podem ser divididos em dois grupos: aqueles com estruturas que originam aferentes para o hipotálamo – compreendendo as fibras que trafegam pelo feixe medial do mesencéfalo, feixe dorsal longitudinal, estria terminal e estria medular; e aqueles que se dirigem a estruturas de onde não se originam aferentes hipotalâmicos.
      O primeiro grupo é considerado como formador de “sistemas fechados” entre o hipotálamo e o mesencéfalo, o tálamo e as estruturas límbicas.
        Podemos considerar as seguintes conexões eferentes: eferentes de passagem pelo feixe dorsal longitudinal, eferentes do corpo mamilar, eferentes parotálamo e habênula e eferentes amigdalianos.
       Os eferentes de passagem pelo feixe medial do prosencéfalo podem-se dividir em dois tipos: ascendentes e descendentes. Os primeiros partem principalmente do hipotálamo lateral e, em menor proporção, do medial. Dirigindo-se para o núcleo septalmedial. Os descendentes dirigem-se para o tegmentar ventro – medial, núcleo tegmentar superior de Bachterew, substância cinzenta central anterior, enquanto que outro grupo para além de atingir a área tegmentar ventro-medial, vai também para o núcleo profundo do mesencéfalo de Gillian e substância cinzenta central caudal.
      Os eferentes passagem pelo feixe dorsal longitudinal de são formados por fibras que têm origem no hipotálamo medial e periventricular, praticamente todos os núcleos dessas regiões, encontrando-se o seu final no colículo superior e na substância cinzent5a central.  
      As conexões eferentes do corpo mamilar formam duas vias: o feixe mamilo-talâmico e feixe mamilo-tegmentar.
      O feixe mamilo-talâmico dirige-se para o núcleo talâmico anterior, de onde partem as proeminentes projecções talâmicas para o giro do cíngulo. O feixe mamilo-tegmentar dirige-se para os núcleos de Gudden (dorsal e ventral).
      Eferentes paratálamo habênula e são fibras de origem nas regiões pré-ópticas e hipotalâmicas laterais com término no núcleo médio dorsal do tálamo e na habênula. Estas fibras formam dois contingentes: superficial e profundo. O primeiro diz respeito à estria medular, com término na habênula; enquanto que o profundo, via pedúnculo talâmico inferior, atingindo o núcleo médio – dorsal.
      Eferentes amigdalianos são fibras de origem nas regiões hipotalámicas laterais e pré-ópticas anteriores, conduzindo-se pela estria terminal e via amigdalo-fuga ventral. A sua principal terminação parece ser nos núcleos central e basal do complexo amigdaliano.
 
CONEXÕES VASCULARES E NEURAIS ENTRE O HIPOTÁLAMO E A HIPÓFISE 
      O hipotálamo do encéfalo é ligado por uma haste à hipófise. Esta é uma massa de tecido com cerca de 1 cm de diâmetro, pesando aproximadamente 0,8 g no adulto.
      Consiste em duas divisões básicas: a adeno-hipófise e a neuro-hipófise. O hipotálamo sintetiza e secreta hormonas que são transportadas até à parte anterior da glândula pituitária. Estas hormonas activam a secreção de outras seis hormonas (tirotropina, adrenocorticotrópica, prolactina, somatrofina, hormona luteinizante, hormona estimuladora dos folículos) pela região anterior da glândula pituitária. A região posterior, constituída por um conjunto de terminações nervosas com início no hipotálamo, segrega mais três hormonas adicionais (melanotropina, hormona anti-diurética, acitocina). A secreção de muitas das hormonas é cíclica.
      Existem factores químicos do hipotálamo para a hipófise, por via circulatória. O hipotálamo sintetiza e secreta hormonas que controlam a secreção de hormonas da adeno-hipófise, são transportadas para esta por um sistema porta que forma uma ligação vascular directa entre o hipotálamo e a adeno-hipófise. As hormonas hipotalâmicas são sintetizadas nas células neurossecretoras do hipotálamo. As terminações nervosas dessas células terminam nos capilares na eminência mediana e, as hormonas libertadas nessas terminações são absorvidas por esses capilares e transportados para a glândula hipófise anterior, onde elas estimulam ou inibem a libertação das hormonas dessa glândula. Essas substâncias são chamadas de factores hipofisiotrópicos ou factores hipotalâmicos, visto serem secretadas pelos neurónios hipotalâmicos com acção directa sobre a hipófise. A maioria desses factores têm efeitos excitatórios (produzindo libertação de hormonas hipofisárias) e três de efeito inibitório (impedindo a libertação de hormonas hipofisárias) e, por isso, chamadas factores de libertação e factores de inibição, respectivamente.
 
 
FUNÇÕES DO HIPOTÁLAMO
      Clinicamente foi há muito reconhecido que as lesões no hipotálamo frequentemente levam a combinações difusas e bizarras de sintomas e sinais, que provêm de distúrbios endócrinos, metabólicos, viscerais e comportamentais. Entretanto, foi largamente afirmado que tais combinações resultam da interrupção das vias de controle para estas várias “funções” que, embora altamente independentes estão intimamente relacionadas topograficamente seja no hipotálamo, seja próximo dele.
 
Controle da fome 
      A estimulação das diferentes áreas do hipotálamo regula a ingestão de alimentos através de dois centros: centro da fome (parte mais associada à fome situada na área lateral do hipotálamo) e centro da saciedade (localizado no núcleo ventromedial). A estimulação do centro da fome induz à conduta de comer e sua destruição leva a uma perda do desejo de alimento, levando por vezes à anorexia, à desnutrição e consequentemente à morte. Por outro lado, a estimulação do centro da saciedade leva à conduta de cessar o acto de alimentação, isto é, opõe-se ao desejo de alimento. Quando é estimulado, o indivíduo que estiver a comer interrompe rapidamente a ingestão de alimento e torna-se indiferente a ele. Deste modo, se esta área for destruída, o centro do hipotálamo ligado à sensação de fome fica hiperactivo, de modo que o indivíduo passa a ter um apetite voraz, o que resulta num grau extremo de obesidade. Estes centros não trabalham alternadamente, na verdade, o centro da fome está sempre activado e pode ser inibido pelo centro da saciedade. O centro da saciedade é activado quando o nível de glicose nas suas células for elevado. Quando o nível de glicose for baixo, as células são inibidas e o centro da fome passa a exercer a sua função.
  
Controle da água corporal e da sede 
      O hipotálamo regula a água corporal por dois meios distintos: um por criar uma sensação de sede e outro, porque controla a perda de água através da urina. Quando os electrólitos no interior dos neurónios, tanto os do centro da sede como os das áreas associadas ao hipotálamo, ficam muito concentradas, surge um desejo intenso de beber água: este desejo fica saciado quando é ingerida a quantidade suficiente para fazer com que a concentração de electrólitos dos neurónios do centro da sede retorne ao seu valor normal.
      Lesões ou estimulações de certas áreas do hipotálamo levam à alteração da ingestão de líquidos sem que haja qualquer alteração na ingestão de alimentos sólidos. A região do controle da ingestão de líquidos localiza-se no hipotálamo lateral e as células são chamadas osmoreceptores pois reagem à pressão osmótica dos líquidos que a cercam. As células do centro da sede apresentam um abundante suprimento sanguíneo e a osmolaridade plasmática é o maior factor regulador da ingestão de água, embora a osmolaridade dos líquidos extra-celulares que circundam estas células também determinem resposta imediata para ingestão de água. O núcleo para – ventricular e principalmente o núcleo supra – óptico do hipotálamo sintetizam, transportam e liberam a vasopressiva (hormona anti-diurética, ADH). Nesta região do hipotálamo as células osmoreceptoras respondem rapidamente a situações de desidratação e hiper – hidratação, regulando a produção de ADH. Quando o ADH alcança o rim, aumenta a acção facilitadora sobre a reabsorção de água no tubulos contornados distais e colectores, o que reduz a perda de água pela urina. Na ausência de ADH, maior diurese aquosa ocorre, ou seja, uma quantidade excessiva de urina excretada (poliúria) ou, a falta desta hormona, pode ainda, levar a uma sensação de sede.
 
Controle da temperatura 
      A regulação da temperatura corporal é um mecanismo bastante complexo, mediado principalmente pelo hipotálamo através das áreas de produção, conservação e dissipação de calor. Os sistemas enzimáticos do corpo têm necessidades estritas de temperatura para optimização da sua função. O corpo humano, não apresenta variações de temperatura de acordo com o ambiente, mas sim de acordo com as suas situações específicas. Alguns factores ambientais e pessoais podem mudar a temperatura corporal (por exemplo: ingestão de alimentos quentes ou frios, épocas do ciclo menstrual, exercícios, temperatura ambiente, etc.), mas estas mudanças geralmente são pequenas e ocorre um rápido ajuste às variações fisiológicas pelo hipotálamo.
      A temperatura normal do corpo humano é, aproximadamente de 37ºC e mantém-se estável graças ao equilíbrio entre a produção e perda de calor pelo corpo. A produção de calor dá-se principalmente pela ingestão de alimentos e pela contracção dos músculos esqueléticos. A adrenalina produz um aumento fugaz da temperatura corporal e tiroxina produz um aumento mais duradouro. A perda de calor dá-se quando a temperatura ambiente está abaixo da temperatura corporal.
A pele determina, em grande parte, a quantidade de quantidade de calor ganha ou perdida. Dependendo do fluxo de sangue para a pele, mais ou menos calor é perdido das partes internas do corpo.
As respostas reflexas activadas pelo frio são regidas pelo hipotálamo posterior (por exemplo: tiritar de frio) e as respostas para o calor são determinadas pelo hipotálamo anterior (por exemplo: vasodilatação periférica e aumento da sudorese).
      A febre é uma reacção do organismo a substâncias piro – genicas, geralmente liberadas de células sanguíneas como resposta à infecção. Isto vai alterar o funcionamento do hipotálamo e provoca um aumento da temperatura do corpo. São, então, enviadas respostas a esta variação, até que o corpo volte a atingir a temperatura normal. Num indivíduo febril, os mecanismos termorreguladores reagem como se tivessem sido reajustados, e apenas a febre acima de 43 ºC pode ser considerada nociva para o organismo, podendo levar à morte por lesão cerebral.
      Na hipotermia os processos metabólicos e fisiológicos ficam retardados. Há diminuição da frequência cardíaca e respiratória, da pressão arterial e do nível de consciência. É o hipotálamo posterior que defende o organismo da hipotermia, sendo o hipotálamo anterior que defende da hipertermia.
 
Controle da contracção uterina e ejecção de leite pelas mamas 
      A estimulação dos núcleos paraventriculares faz com que as suas células neuronais segreguem a hormona oxitocina, que por sua vez provoca o aumento da contracção uterina e ao mesmo tempo contracção das células epiteliais, que revestem os alvéolos das glândulas mamárias, fazendo com que elas lancem o leite para o exterior pelos mamilos. Ao término da gravidez, são segregadas grandes quantidades de oxitocina, que participam na produção das contracções do parto que expulsam o feto. Quando o bebé extrai leite da mama materna, um sinal reflexo sai do mamilo e vai para o hipotálamo, libertando a oxitocina, que exerce a sua função essencial de ejecção do leite pelos mamilos, de modo a que o bebé obtenha a nutrição de que necessita.
 
Controlo neural da neuro-hipófise e da medula supra renal pelo hipotálamo 
      A neuro-hipófise não produz qualquer hormona mas funciona no armazenamento de duas hormonas produzidas no hipotálamo ao nível das células neurossecretoras dos núcleos supra-óptico e para-ventricular, são elas a hormona anti-diurética (ADM) e a ocitocina. Estas hormonas passam pelos axónios do tracto hipotálamo-hipofisário na haste pituitária para as terminações nervosas na neuro-hipófise, onde elas são armazenadas. Estas hormonas são libertadas na neuro-hipófise dentro da corrente sanguínea pela estimulação por impulsos originados dos núcleos hipotalâmicos.
 
Hormona antidiurética - a acção principal da ADH (também conhecida como vasopressina) é reduzir o volume e aumentar a concentração de urina, aumentando a permeabilidade dos túbulos do rim para a água, permitindo assim a reabsorção de maiores quantidades de água para a corrente sanguínea.
 
Ocitocina (OXT) - é produzida pelos núcleos supra-óptico e paraventricular do hipotálamo e tem como função estimular as contracções do miométrico (útero) e células mioepiteliais da mama (permitindo a saída de leite do peito aquando a amamentação). Esta hormona desencadeia em mulheres grávidas a contracção do miométrico para a expulsão do feto na altura do parto e, em mulheres não grávidas desencadeia contracções, nomeadamente, durante a menstruação e durante a relação sexual.
Através da medula supra-renal, o hipotálamo controla a secreção da adrenalina e da noradrenalina por via nervosa directa: fibras que atravessam a medula espinal fazem sinapse com os neurónios pré-ganglionares, cujo as fibras comandam a medula supra-renal.
 
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publicado por 100STRESS às 09:58


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