É todo aquele que quer fazer da palavra "CUIDAR" o seu verdadeiro sentido de vida. Este Blog é nosso!
Terça-feira, 15 de Maio de 2007

 
  
 
DPCO é o termo empregado para um grupo de afecções caracterizadas por aumento contínuo de resistência ao fluxo aéreo expirado. A DPCO inclui a bronquite crónica e o enfisema pulmonar. Alguns clínicos consideram a asma um integrante da DPCO, porém, em virtude da sua reversibilidade, ela é tida por muitos como uma entidade distinta.
Bronquite crónica é a inflamação crónica do tracto respiratório inferior, caracterizada por secreção excessiva de muco, tosse e dispneia, associada a infecções recidivantes do tracto respiratório inferior.
Enfisema pulmonar é uma pneumopatia complexa caracterizada por destruição dos alvéolos, aumentos dos espaços aéreos distais e deterioração das paredes alveolares. Há uma deterioração das paredes alveolares. Há uma deterioração lentamente progressiva da função pulmonar por muitos anos antes do aparecimento da enfermidade.
 
 
  1. Bronquite crónica
Geralmente insidiosa, surgindo num período de anos.
1.    Presença de tosse produtiva que dura pelo menos 3 meses a 1 ano por 2 anos sucessivos.
2.    Produção de secreção gelatinosa espessa: são produzidas quantidades maiores durante infecções superpostas.
3.    Sibilo e dispneia à medida que a doença progride.
  1. Enfisema
De início gradual e progressão constante.
1.    Dispneia, menor tolerância ao esforço.
2.    A tosse pode ser mínima, a não ser quando há infecção respiratória.
3.    Discreta expectoração de secreção.
4.    Aumento do diâmetro antero-posterior do tórax (tórax em barril).
 
 
  1. Insuficiência respiratória.
  2. Pneumonia; infecção respiratória grave.
  3. Insuficiência cardíaca direita; arritmias.
  4. Depressão.
 
  1. Limpeza ineficaz da via aérea devida à broncoconstrição, maior produção de muco, tosse ineficaz, possível infecção broncopulmonar.
  2. Padrão respiratório ineficaz devido à limitação crónica do fluxo de ar.
  3. Risco de infecção devido ao comprometimento da função pulmonar e dos mecanismos de defesa.
  4. Alteração da troca gasosa devida à obstrução pulmonar crónica; alterações na ventilação/perfusão.
  5. Nutrição alterada: menor que as necessidades do organismo devida ao aumento no trabalho respiratório, deglutição de ar, efeitos da medicação.
  6. Intolerância à actividade devida ao comprometimento da função pulmonar, o que resulta em falta de ar e fadiga.
  7. Distúrbio do sono devido à hipoxémia e hipercapnia.
  8. Deficiência individual de como lidar com a doença, devida ao stress de conviver com uma doença crónica.
 
  1. Melhorar a limpeza da via aérea
1.    Eliminar todos os irritantes pulmonares, em especial o fumo de cigarro..
a.    De maneira geral, a interrupção do tabagismo diminui a irritação pulmonar, a produção de secreção e tosse.
b.    Manter o aposento do paciente o mais livre possível de poeira.
c.    Acrescentar humidade ao ambiente interno (humidificador, vaporizador)
2.    Administrar broncodilatadores para controlar o broncoespasmo e ajudar na eliminação de secreção.
a.    Investigar efeitos colaterais – tremor, taquicardia, arritmias cardíacas, estimulação do sistema nervoso central, hipertensão.
b.    Auscultar o tórax após a administração de aerossóis broncodilatadores para verificar a melhoria da ventilação e redução dos sons adventícios.
c.    Observar se a dispneia do paciente melhorou.
d.    Monitorizar o nível sérico de teofilina, conforme solicitado, para assegurar o nível terapêutico e impedir a toxicidade.
3.    Realizar a drenagem postural para ajudar na eliminação das secreções, visto que aquelas mucopurulentas são responsáveis pela obstrução da via aérea.
4.    Utilizar a tosse controlada.
5.    Manter as secreções liquefeitas.
a.    Incentivar um grande consumo de líquidos (2 a 2,5 L diários), dentro do nível da reserva cardíaca.
b.    Realizar nebulizações para humidificar a árvore brônquica e liquefazer o escarro.
c.    Evitar lacticínios se estes aumentam a produção de secreção.
  1. Melhorar o padrão respiratório
1.    Ensinar e supervisionar os exercícios de reeducação da respiração para reforçar o diafragma e os músculos da expiração, com o objectivo de diminuir o trabalho respiratório.
a.    Ensinar a respiração costal inferior, diafragmática e abdominal lenta e relaxada para diminuir a frequência respiratória e o gasto de energia na ventilação.
b.    Treinar a respiração contra os lábios fechados em intervalos e durante os períodos de dispneia para controlar a frequência e a profundidade da respiração e melhorar a coordenação dos músculos respiratórios.
2.    Discutir e demonstrar os exercícios de relaxamento para diminuir o stress, a tensão e a ansiedade.
3.    Incentivar o paciente a adoptar uma posição confortável para diminuir a dispneia.
  1. Controlar a infecção
1.    Identificar as primeiras manifestações da infecção respiratória – dispneia crescente, fadiga; alteração na cor, na quantidade e no tipo do escarro; nervosismo; irritabilidade; febrícula.
2.    Obter escarro para esfregaço e cultura.
3.    Administrar os antibióticos prescritos para controlar infecções bacterianas secundárias na árvore brônquica, limpando assim as vias aéreas.
  1. Melhorar a troca gasosa
1.    Observar e comunicar sonolência excessiva, agitação, agressividade, ansiedade ou confusão; cianose central; e falta de ar em repouso, que frequentemente é causada pela insuficiência respiratória aguda e pode assinalar uma falência da respiração.
2.    Rever as gasometrias arteriais; anotar os valores em um fluxograma para que possam ser feitas comparações no decorrer do tempo.
3.    Administrar um baixo fluxo de oxigénio conforme prescrito para corrigir a hipoxémia de maneira controlada e diminuir e retenção de CO2.
4.    Estar preparado para ajudar na intubação e na ventilação mecânica, caso ocorram insuficiência respiratória aguda e retenção rápida de CO2.
  1. Melhorar a nutrição
1.    Obter uma anamnese nutricional, peso e medidas antropométricas.
2.    Incentivar pequenas refeições frequentes se o paciente estiver dispneico; até mesmo um pequeno aumento no conteúdo abdominal pode comprimir o diafragma e prejudicar a respiração.
3.    Oferecer suplementos nutricionais líquidos para melhorar a ingestão calórica e combater a perda de peso.
4.    Evitar alimentos que causam desconforto abdominal.
5.    Ensinar uma boa higiene oral antes das refeições para aguçar o paladar.
6.    Incentivar a respiração contra os lábios fechados entre as garfadas, caso o paciente tenha falta de ar; repouso depois das refeições.
7.    Administrar oxigénio suplementar, enquanto o paciente estiver a comer, para aliviar a dispneia, conforme as orientações.
8.    Monitorizar o peso corporal.
  1. Aumentar a Tolerância à Actividade
1.    Realçar a importância do exercício gradativo e dos programas de condicionamento físico (potencializa a oferta de oxigénio aos tecidos; permite um nível maior de funcionamento com mais conforto). Isto pode fazer parte de um programa formal de reabilitação pulmonar ou de referência para fisioterapia ou terapia ocupacional.
a.    Discutir a deambulação, o uso de bicicleta estacionária e a natação.
b.    Incentivar o uso de um sistema de oxigénio portátil para a deambulação para os pacientes com hipoxémia e acentuada incapacitação.
2.    Incentivar o paciente a fazer exercícios para aumentar a sua resistência física.
3.    Treinar o paciente quanto às técnicas de conservação de energia.
  1. Melhorar o Padrão de Sono
1.    Manter um programa equilibrado de actividade e repouso.
2.    Empregar a oxigenoterapia nocturna quando indicada.
3.    Evitar o uso de sedativos que possam causar depressão respiratória.
H.   Melhorar a Superação
1.    Entender que a falta de ar e a fadiga constantes deixam o paciente irritado, apreensivo, ansioso e deprimido, com sensação de desamparo e desespero.
2.    Verificar se o paciente apresenta comportamentos reacionais (raiva, depressão, aceitação).
3.    Demonstrar uma abordagem positiva e interessada ao paciente.
a.    Ser um bom ouvinte e mostrar que se importa.
b.    Ser compreensivo com os medos, a ansiedade e a depressão do paciente; pode proporcionar alívio emocional.
4.    Reforçar a auto-imagem do paciente.
5.    Deixar o paciente manifestar seus sentimentos e reter (dentro de um certo limite) os mecanismos de negação e repressão.
6.    Lembrar-se de que a disfunção sexual é comum nos pacientes com DPCO; incentivar demonstrações alternativas de afecto pelo ente querido.
7.    Apoiar o cônjuge/familiares.


mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11

13
16
18

25
26

27
29
30


últ. comentários
Olá, primeiramente quero parabenizar o blog, didát...
Existem erros graves neste post. As imagens estão ...
Ouu..Muito bom o seu blog..vs tá de parabénns
Querido colega,È uma imensa alegria ver que futuro...
lindo blog
Muito bom só faltou falar da tripartide
Em breves palavras tenho dito que, a CIPE é uma ev...
Não tem nada há ver. Científicamente não existe ne...
É possivel ter o sindrome do tunel capico sem sent...
Gostei muito do seu blog, também sou estudante.Est...
arquivos