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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

 
 
Patologia conhecida como doença dos pezinhos. Inicialmente pensou-se que era uma raridade, encontrada unicamente em Portugal. Hoje sabe-se da existência de vários focos espalhados por vários países. Doença associada a uma mutação no gene da transtirretina (esta é a causa da presença no sangue de uma proteína anormal que se deposita entre as células dos vários tecidos e órgãos sob circunstâncias clínicas variadas).
 
 
1.    Alterações da sensibilidade
a.    Parestesias – inicialmente no hallux, estendendo-se aos restantes dedos e região plantar do pé. Rapidamente atinge outras áreas (extremidades e tronco).
b.    Hipostasia térmica e dolorosa.
2.    Alterações musculares e da mobilidade
a.    Posterior ao aparecimento das alterações da sensibilidade.
b.    Inicia-se no hallux, estende-se aos músculos da perna e depois aos membros superiores.
c.    Parésia ou paralisia dos músculos extensores – marcha característica (sob a extremidade anterior, não apoiam o calcanhar).
d.    Atrofia muscular.
3.    Alterações dos reflexos
a.    Início nos pés.
b.    Perda do reflexo aquiliano, depois patelar por fim os das extremidades superiores.
c.    Mão em garra – sem movimentos de preensão.
4.    Alterações tróficas
a.    Fase tardia.
b.    Atrofia da pele.
c.    Úlceras na planta dos pés.
d.    Necrose óssea.
e.    Pápulas ou placas nas axilas, região anal, face, pescoço, língua e ouvidos.
f.     Lesões traumáticas.
5.    Alterações gastrintestinais
a.    Vómitos.
b.    Dores abdominais.
c.    Obstipação.
d.    Diarreia – fezes muito fluídas, frequentemente com muco, por vezes com sangue.
e.    Incontinência fecal – aparece com a evolução da doença.
f.     Infecções urinárias de repetição.
6.    Alterações oculares
a.    Anisocoria.
b.    Reactividade pupilar lenta ou ausente.
c.    Contornos pupilares irregulares.
d.    Opacidade do cristalino e vítreo.
7.    Alterações cardiovasculares
a.    Hipotensão ortostática.
b.    Arritmias.
c.    Bradicardia.
d.    Alterações vasculares (AVC, hemorragias).
8.    Alterações renais
a.    Proteinúria (alteração mais precoce).
b.    Insuficiência renal crónica.
 
 
1.    Comprometimento da mobilidade.
2.    Morte.
 
 
1.      Função cardíaca alterada
2.      Eructação
3.      Vómitos
4.      Incontinência fecal
5.      Risco de infecção urinária
6.      Risco de maceração da pele
7.      Actividade motora comprometida
8.      Precaução de segurança: traumatismos, queimaduras
 
Intervenções de Enfermagem
 
A.    Distúrbios digestivos
1.      Providenciar refeições em pequenas quantidades e frequentes.
2.      Administrar anti-eméticos.
3.      Avaliar características dos vómitos.
B.     Distúrbios na eliminação
1.      Instruir/executar treino intestinal.
2.      Executar cuidados de higiene.
3.      Aplicar substâncias protectoras da pele para evitar a maceração.
C.    Actividade motora
1.      Instruir/treinar exercícios de fortalecimento muscular.
2.      Instruir mobilizações.
3.      Treinar mobilizações activas e activas assistidas.
4.      Executar mobilizações passivas.


Pressão arterial
 
É a medida  da pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias. A pressão arterial (PA) depende da força de contração do coração, da quantidade de sangue circulante e da resistência dos vasos.
Ao medir a PA consideramos a pressão máxima ou sistólica, que resulta da contração dos ventrículos para ejectar o sangue nas grandes artérias; e a pressão mais baixa ou diastólica, que ocorre assim que o coração relaxa.
A pulsação ventricular ocorre em intervalos regulares;
A PA é medida em mmHg;
É difícil definir exatamente o que é "pressão arterial normal". Factores constitutivos e ambientais interferem na PA. Aumenta com a idade e é considerada normal para o adulto entre 130/80, 130/70, 120/80, 120/70.
 
Terminologia básica:
 
Hipertensão: PA acima da média (mais de 150/90)
Hipotensão: PA inferior à média (menos de 100/60)
PA convergente: quando a sistólica e a diastólica se aproximam (120/100)
PA divergente: quando a sistólica e a diastólica se afastam (120/40)
 
Técnica:
  • Explicar ao paciente o que se vai executar;
  • Lavar as mãos;
  • Manter o paciente deitado ou sentado, com o braço apoiado ao nível do coração;
  • Deixar o braço descoberto, e evitar compressão;
  • Colocar o manguito 2 cm acima da prega do cotovelo prendendo-o sem apertar demasiado ou deixa-lo muito frouxo;
  • Não deixar as borrachas cruzarem-se pois produzem ruídos;
  • Colocar o marcador de modo a que fique bem visível;
  • Localizar com os dedos a artéria braquial na dobra do cotovelo;
  • Colocar o estetoscópio no ouvido e o diafragma do estetoscópio sobre a artéria braquial;
  • Palpar o pulso radial;
  • Fechar a válvula de ar e insuflar rapidamente o manguito até ao desaparecimento do pulso radial (pressão sistólica);
  • Deve ser inflado 20 a 30mmHg acima do ponto de desaparecimento do pulso radial;
  • Apoiar o diafragma do estetoscópio e abrir a válvula vagarosamente;
  • Observar no manômetro o ponto em que são ouvidos os primeiros batimentos ou sons de Korotkoff (pressão sistólica);
  • Observar o ponto em que o som foi ouvido por último ou sofreu uma mudança nítida (pressão diastólica), desaparecimento dos sons de Korotkoff;
  •  Retirar o ar do manguito, removê-lo e deixar o paciente confortável;
  • Lavar as mãos;
  • Anotar os valores;
  • Colocar o material em ordem, limpar os auriculares com algodão embebido em álcool.
publicado por 100STRESS às 19:58


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